Corpos matáveis: assassinatos de pessoas transexuais e travestis no Brasil e as resistências possíveis
Mots-clés :
Transexuais, LGBT, violênciaRésumé
A violência contra pessoas LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) no Brasil vitimou uma pessoa trans a cada dois dias no país em 2020. Organizações da sociedade civil apontam que o Brasil é o país que mais mata transexuais e travestis no mundo. A partir de um levantamento e análise de dados, esse artigo se propõe a pensar nas formas como o Estado se omite diante dessas violências, a partir de uma lógica que coloca certos corpos como “inimigos”. Desviantes da norma, os corpos de pessoas transexuais e travestis são facilmente convertidos em corpos “matáveis” e, ainda, corpos não passíveis de serem lamentados socialmente. Por fim, busca-se analisar as possibilidades de resistência encontradas na política representativa para as pessoas cujos corpos são tão facilmente considerados matáveis.
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© Débora Coward Fogliatto 1969

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