A assinatura colonial e o dispositivo da autenticidade nos museus
DOI:
https://doi.org/10.5380/campos.v16i2.53441Keywords:
indígenas, museus, colonialismo, autenticidade, modernismoAbstract
Os museus, os museus indígenas e “indigenizados” vem se apresentando como um importante espaço de reflexão antropológica. Neste artigo apresento alguns tópicos do debate sobre as modalidades pelas quais a assinatura colonial se relaciona com a gestão metonímica do passado e do contemporâneo nessas instituições. Para isso, exponho alguns elementos teóricos e problematizações sobre os efeitos do dispositivo da autenticidade na promoção intercultural de tradições indígenas.
References
AGAMBEN, Giorgio. 2006. Che cosa è un dispositivo? Roma: Nottetempo.
AGAMBEN, Giorgio. 2007. “Elogio da Profanação”. In Profanações. São Paulo: Ed. Boitempo.
AGAMBEN, Giorgio. 2014. Nudez. Belo Horizonte: Editora Autêntica.
ALBUQUERQUE, Marcos. 2011. O Regime Imagético Pankararu (Tradução Intercultural na Cidade de São Paulo). Tese de Doutorado. Florianópolis: PPGAS - UFSC. https://doi.org/10.22456/1984-1191.72881
ALBUQUERQUE, Marcos. 2015a. “O praiá Pankararu: objeto-fetiche modernista”. PROA – Revista de Antropologia e Arte 5.
ALBUQUERQUE, Marcos. 2015b. “O Exotismo Inverso Pankararu: Performance e imagem indígena em contexto urbano”. In C. Peixoto e B. Copque. (Orgs.) Etnografias visuais: análises contemporâneas. Rio de Janeiro: Garamond.
APPIAH, Kwame Anthony. 2010. “Será o Pós em Pós-Modernismo o Pós em Pós-Colonial?” https://doi.org/10.11606/d.16.2011.tde-27012012-111332.
BARTH, Fredrik. 1984. “Problems of Conceptualizing Cultural Pluralism, with Illustrations from Somar, Oman”. In D. Maybury-Lewis (ed.). The Prospects for Plural Society. Washington: The American Ethnological Society.
BARTH, Fredrik. 1998. “Grupos Étnicos e suas Fronteiras”. In P. Poutigrat e J. Streiff-Fenart. Teorias da Etnicidade. São Paulo: Editora da UNESP.
BARTH, Fredrik. 2000. O Guru, o Iniciador e Outras Variações Antropológicas. Rio de Janeiro: Contra Capa.
BOAS, Franz. 2004. "Os princípios da classificação etnológica". In G. W. Stocking Jr. (org). Franz Boas - A formação da Antropologia americana – 1883-1911. Antologia. Rio de Janeiro: Contraponto/UFRJ.
CASTRO, E. 2009. Vocabulário de Foucault. Belo Horizonte: Autêntica Editora.
CASTRO, E. 2012. Introdução a Giorgio Agamben: Uma Arqueologia da Potência. Belo Horizonte: Autêntica Editora.
CAZARRÉ, Marcelo Macedo. 2003. “Exotismo e Folclorismo na obra de Arthur Napoleão (1843-1925)”. UFRGS. Disponível em: http://conservatorio.ufpel.edu.br/admin/artigosarquivosExotismo%20e%20Folclorismo%20na%20obra%20de%20Arthur%20Napoleao.pdf. Acessado em: 19/01/2011.
CLIFFORD, James. 2002. “Sobre o Surrealismo Etnográfico”. In A experiência etnográfica: Antropologia e Literatura no séc. XX. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ.
CLIFFORD, James. 1999. “Museums as Contact Zones”. In Routes: Travel and Translation in the Late Twentieth Century. Cambridge: Harvard University Press.
DERRIDA, Jacques. 2006. Gramatologia. São Paulo: Perspectiva.
FABIAN, Johannes. 2013. O tempo e o outro: Como a antropologia estabelece seu objeto. São Paulo: Ed. Vozes.
FOUCAULT, Michel. 1977. História da Sexualidade I: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal.
FOUCAULT, Michel.. 1987. Vigiar e Punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes.
FOUCAULT, Michel.. 1996. "A Ordem do Discurso". Aula inaugural no College de France. Pronunciada em 2 de dezembro de 1970. São Paulo. Ed. Loyola.
GOLDSTEIN, Ilana. 2012. “Autoria, autenticidade e apropriação: reflexões a partir da pintura aborígine australiana”. Revista brasileira de Ciências Sociais 27(79). https://doi.org/10.1590/s0102-69092012000200006
GONÇALVES, J. R. S. 2002. A Retórica da Perda: os discursos do patrimônio cultural no Brasil. Rio de Janeiro: Editora UFRJ/Iphan.
HANDLER, R. 1984. “On Sociocultural Discontinuity: Nationalism and Cultural Objectification in Quebec”. Current Anthropology 25(1)
JONES, Alden. 2007. “This Is Not a Cruise”. Disponível em: http://www.thesmartset.com/print/article/article08060708.aspx. Acessado em: 19/01/2011.
KASFIR. Sidney. 2008. “Arte africana e autenticidade: um texto com uma sombra”. Disponível em: http://artafrica.letras.ulisboa.pt/uploads/docs/2016/04/18/5714e3e244f01.pdf.
MANATA, F. 2016. “Guilherme Vaz: Uma fração do infinito”. In Guilherme Vaz: Uma fração do infinito. Folder da exposição. Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB). Rio de Janeiro, Ministério da Cultura. Disponível em: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/wp-content/uploads/2015/12/Guilherme-Vaz-Baixe-o-folder-aqui.pdf. Acessado em: 18/02/2016.
MOTTA, Antonio. 2006. “A África Fantasma de Michel Leiris”. In M. Grossi, J. Cavignac e A. Motta. Antropologia Francesa no séc. XX. Recife: Fundação Joaquim Nabuco / Editora Massangana.
PEIXOTO, Fernanda Areas. 2006. “O nativo e o Narrativo: os trópicos de Lévi-Strauss e a África de Michael Leiris”. In M. Grossi, J. Cavignac e A. Motta. Antropologia Francesa no séc. XX. Recife: Fundação Joaquim Nabuco / Editora Massangana. https://doi.org/10.1163/17683084-01601020
PRICE, Sally. 2000. Arte Primitiva em Centros Civilizados. Rio de Janeiro: Editora UFRJ.
PUGA, Rogério. No prelo. “Exotismo”. In C. Ceia (dir.). Dicionário de Termos Literários. Lisboa: Editorial Verbo.
RIBEIRO, Marcelo Rodrigues Souza. 2008. Da economia política do nome de 'África': a filmografia de Tarzan. Dissertação de Mestrado. Florianópolis: PPGAS-UFSC.
RIBEIRO, Marcelo Rodrigues Souza. 2009. “O caminho, a experiência e a aventura”. Revista de Ciências Humanas (UFSC) 43. https://doi.org/10.5007/2178-4582.2009v43n1p265
ROGNON, F. 1991. Os Primitivos, nossos contemporâneos. Campinas, SP: Papirus.
SPIVAK, G. 2010 [1985]. Pode o Subalterno Falar? Belo Horizonte: Editora UFMG.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Authors who publish in this journal agree to the following terms:
1 Authors retain copyright to work published under Creative Commons - Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0) which allows:
Share — copy and redistribute material in any medium or format
Adapt — remix, transform, and build upon material
In accordance with the following terms:
Attribution — You must give appropriate credit, provide a link to the license, and indicate if changes have been made. You must do so under any reasonable circumstances, but in no way that suggests that the licensor endorses you or your use.
Non-Commercial — You may not use the material for commercial purposes.
2 Authors are authorized to distribute the version of the work published in this journal, in institutional, thematic, databases and similar repository, with acknowledgment of the initial publication in this journal;
3 Works published in this journal will be indexed in databases, repositories, portals, directories and other sources in which the journal is and will be indexed.
