A luta de Trombas e Formoso: uma ruptura narrativa no contexto da ditadura militar
DOI:
https://doi.org/10.5380/campos.v15i2.41207Palabras clave:
memórias, narrativas, resistência, camponeses, Trombas e Formoso.Resumen
O movimento político de Trombas e Formoso configura a resistência armada de camponeses do norte de Goiás, em meados da década de 1950, que rebelaram-se contra o processo de expropriação de terras liderada por um grupo de grileiros e fortalecidos pelo governo do Estado. A luta, reconhecida como Revolta de Trombas e Formoso, apresenta-se como um dos importantes conflitos camponeses do país, por seu protagonismo e organização política e social, visando à conquista do título das terras mediante embate com grileiros e o Estado. Em decorrência do golpe militar ocorrido no Brasil, em 1964, o movimento foi desmantelado, vários líderes e participantes da luta perseguidos e mortos e suas terras abandonadas no processo de repressão e abafamento, próprio do regime ditatorial. Dito isso, pretendo apresentar, neste trabalho, os reflexos e consequências do golpe militar, sob a produção de narrativas e memórias sobre a luta dos camponeses de Trombas e Formoso.
Citas
BERTAUX, Daniel; THOMPSON, Paul. 1993. “Family myth, models, and denials in shaping of individual life paths”. In: D. Bertaux & P. Thompson (org.). Between generations: family models, myths, and memories. Oxford: Oxford University Press.
CARNEIRO, Maria E. F. 1988. A Revolta camponesa de Formoso e Trombas. Goiânia: Editora UFG.
CATELA, Ludmila. 2001. Situação-Limite e Memória: A reconstrução do mundo dos familiares de desaparecidos da Argentina. São Paulo: Hucitec.
CUNHA, Paulo R. 1997. “Redescobrindo a história: A República de Formoso e Trombas”. Cadernos AEL 7: 83 -107.
DE CERTEAU, Michel. 1994. A invenção do cotidiano: artes de fazer. Petrópolis: Vozes.
FENTRESS, James; WICKHAM, Chris. 1992. Memória Social, novas perspectivas sobre o passado. Lisboa: Teorema.
GUHA, Ranajit. 1999. “La prosa de la contrainsurgencia”. In: Pasados Poscoloniales. México: CEAA, Centro de Estudios de Asia y África/ El Colegio de México
KIDRON, Carol A. 2009. "Toward an Ethnografy of silence: the lived presence of the Past in the Everyday Life of Holocaust Trauma Survivors and Their Descendants in Israel". Current Anthropology 50 (1): 5-19. https://doi.org/10.1086/595623
KONSTAN, David. 2004. “Ressentimento: história de uma emoção". In: S. Bresciani & M. Naxara. Memória e (res) sentimento: indagações sobre uma questão sensível. Campinas: Editora Unicamp.
MAIA, Cláudio. 2008. Os Donos da Terra: A disputa pela propriedade e pelo destino da fronteira – A Luta dos Posseiros em Trombas e Formoso 1950/1960. Tese (doutorado). Goiânia: Pós-Graduação em História da Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia, Universidade Federal de Goiás.
MARTINS, José de Souza. 1997. Fronteira – A degradação do Outro nos confins do humano. Sã o Paulo, Editora Hucitec.
PESSOA, Jadir de M. 1999. A revanche camponesa. Goiânia: Editora da UFG
POLLAK, Michael. 1989. "Memória, Esquecimento, Silêncio”. Estudos Históricos 2 (3): 3-15. https://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/reh/article/view/2278
PORTELLI, Alessandro. 2002. “O massacre de Civitella Val di Chiana (Toscana: 29 de junho de 1944): mito, política, luto e senso comum”. In: J. Amado; M. Ferreira (coord.). Usos & abusos da História Oral. 5ª. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV.
RICŒUR, Paul. 2007. A memória, a história, o esquecimento. Campinas: Editora da Unicamp.
SAHLINS, Marshall. 1990. Ilhas de história. Rio de Janeiro, Jorge Zahar.
SIRINELLI, Jean-François. 2002. “A geração”. In: J. Amado; M. Ferreira (coord.). Usos & abusos da História Oral. 5ª. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Los autores que publican en esta revista aceptan los siguientes términos:
1 Los autores conservan los derechos de autor del trabajo publicado bajo Creative Commons - Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0) que permite:
Compartir: copiar y redistribuir material en cualquier medio o formato
Adaptar: remezclar, transformar y construir a partir del material.
De acuerdo con los siguientes términos:
Atribución: debe otorgar el crédito adecuado, proporcionar un enlace a la licencia e indicar si se han realizado cambios. Debe hacerlo bajo cualquier circunstancia razonable, pero de ninguna manera que sugiera que el licenciante lo respalda a usted o su uso.
No comercial: no puede utilizar el material con fines comerciales.
2 Los autores están autorizados a distribuir la versión del trabajo publicado en esta revista, en repositorios institucionales, temáticos, bases de datos y similares, con reconocimiento de la publicación inicial en esta revista;
3 Los trabajos publicados en esta revista serán indexados en las bases de datos, repositorios, portales, directorios y demás fuentes en las que la revista esté y estará indexada.
