Análise da cadeia de valor de órgão de governo como apoio organização de biblioteca digital
DOI:
https://doi.org/10.5380/atoz.v12i0.84584Palabras clave:
Organização da informação, Representação da informação, Cadeia de valor, Biblioteca digital.Resumen
Introdução: A biblioteca digital surgiu na esteira do movimento dos arquivos abertos para disseminar a literatura cinzenta, ou àquela que não passava por processo tradicional de publicação. Com isso, órgãos de governo brasileiros passaram a criar as suas bibliotecas digitais para disseminar a memória técnica e outras documentações. Entretanto, a implementação de bibliotecas digitais não é tarefa simples, pois requer apoio para criar uma estrutura de organização e representação. Assim, o presente trabalho tem por objetivo apresentar a cadeia de valor como ferramenta de apoio para a organização de biblioteca digital de governo. Método: Para alcançar os objetivos, o estudo utiliza pesquisa bibliográfica e documental, tendo como fonte principal o Google Acadêmico. Resultados: Os estudos verificaram que a cadeia de valor é uma ferramenta útil para vários fins, incluindo o mapeamento da tipologia documental de um órgão de governo, o que possibilita análises que apoiem sua organização e representação, facilitando a implementação de bibliotecas digitais. Conclusão: Mesmo para profissionais da informação que atuam em órgãos de governo, ter a visão global da memória técnica nem sempre é simples e requer estudos com métodos e técnicas que a cadeia de valores pode suprir.
Citas
Albano, C. S. (junho 2013). Open government data: a value chain model proposal [paper]. Proceedings of the 14th Annual International Conference on Digital Government Research. (pp. 285-286). https://doi.org/10.1145/2479724.2479775
Andrade, M. C. de, Shintaku, M., & Barros, P. P. de. (2018). Proposta de elementos de metadados para representação e recuperação de memória técnica: o caso da Rede Ufes-Rio Doce. Cadernos BAD, (1), 41-58. https://doi.org/10.48798/cadernosbad.1918
Bardin, L. (1977). Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70.
Basevi, T. (2005). BDJur Consortium – Juridical Digital Library: Implementing DSpace in the Brazilian Judiciary [paper]. Proceedings of the 9th ICCC International Conference on Electronic Publishing, (pp. 127-132). Leuven-Heverlee, Belgium: Peeters Publishing Leuven. Recuperado de https://elpub.architexturez.net/doc/oai-elpub-id-150elpub2005
Bickley, M. S., Kousha, K., & Thelwall, M. (2019). Can the impact of grey literature be assessed? An investigation of UK government publications cited by articles and books. In G. Catalano, C. Daraio, M. Gregori, H. F. Moed, & G. Ruocco (Eds.), 17th International Conference on Scientometrics & Infometrics: Proceedings, Volume II (pp. 1801-1812). Itália: International Society for Scientometrics and Informetrics; Edizione Efesto. Recuperado de http://hdl.handle.net/2436/622832
Cohen, M. F. (2002). Alguns aspectos do uso da informação na economia da informação. Ciência da Informação, 31(3), 26-36. https://doi.org/10.18225/ci.inf.v31i3.945
Conto, S. M. de, Britto, J. C., & Schnorrenberger, A. (2013). Proposta de modelo de cadeia de valor para um centro universitário. Revista Gestão Universitária na América Latina - GUAL, 6(2), 143-159. https://doi.org/10.5007/1983-4535.2013v6n2p143
Cunha, M. B. da. (1997). Biblioteca digital: bibliografia internacional anotada. Ciência da Informação, 26(2). Recuperado de https://revista.ibict.br/ciinf/article/view/711
Cunha, M. B. da. (1999). Desafios na construção de uma biblioteca digital. Ciência da Informação, 28(3), 257-268. Recuperado de https://revista.ibict.br/ciinf/article/view/829
Fortini, C., & Shermam, A. (2017). Governança pública e combate à corrupção: novas perspectivas para o controle da administração pública brasileira. Interesse Público - IP, 19(102), 27-44. Recuperado de https://www.editoraforum.com.br/wp-content/uploads/2017/05/governanca-combate-corrupcao.pdf
Gil, A. C. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social. (6a ed.). São Paulo: Atlas.
González de Gómez, M. N., & Machado, R. (2007). A ciência invisível: o papel dos relatórios e as questões de acesso à informação científica. DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação, 8(5). Recuperado de http://ridi.ibict.br/handle/123456789/119
Herculano, L., Sobrinho, M. de C., Santos, D. P. dos, Furtado, A. D., Santos, L. R. L. dos, & Silva, D. A. da. (2019). Arquitetura para integração de serviços via API REST para plataforma de acervos digitais [paper]. Conferências IADIS Ibero-Americanas WWW/Internet e Computação Aplicada (pp. 79-86). Recuperado de http://www.iadisportal.org/digital-library/arquitetura-para-integra%C3%A7%C3%A3o-de-servi%C3%A7os-via-api-rest-para-plataforma-de-acervos-digitais
Kaplinsky, R., & Morris, M. (2000). A handbook for value chain research. Institute of development studies, University of Sussex.
Krucken, L. (2009). Análise da cadeia de valor como estratégia de inovação. Revista DOM, (9), 30-36. Recuperado de https://www.fdc.org.br/en/research/publications/artigo-19169
Kushiki, Y. (1999). Digital consumer electronics evolution in the multimedia and network age [paper]. 1999 Symposium on VLSI Technology. Digest of Technical Papers (pp. 1-4). https://doi.org/10.1109/VLSIT.1999.799312
Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011. (2011). Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a Lei nº 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências. Brasília: Presidência da República. Recuperado de https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm
Macêdo, D. J., Shintaku, M., & Brito, R. F. de. (2015). Dublin Core usage for describing documents in brazilian government digital libraries [paper]. 2015 Proceedings of the International Conference on Dublin Core and Metadata Applications (pp. 129-135). Recuperado de https://dcpapers.dublincore.org/pubs/article/view/3768
Mehedff, C. G., & Garcia, C. (Orgs.). (2005). Metodologia para formação de gestores de políticas públicas. Brasília: FLACSO. Recuperado de https://biblio.flacsoandes.edu.ec/libros/digital/46356.pdf
Milani, P. M. P. V. de Q. (2013). Diário da Câmara dos Deputados: uma proposta de requisitos de organização e arquitetura da informação para a representação da informação na Biblioteca Digital da Câmara dos Deputados. [Monografia de Especialização, Universidade Federal de Minas Gerais]. Repositório da Universidade Federal de Minas Gerais. Recuperado de http://hdl.handle.net/1843/BUBD-99PL62
Monteiro, S. D., Carelli, A. E., & Pickler, M. E. V. (2008). A ciência da informação, memória e esquecimento. DataGramaZero: Revista de Ciência da Informação, 9(6), 3-16. Recuperado de http://hdl.handle.net/20.500.11959/brapci/6382
Moresi, E. A. D. (2000). Delineando o valor do sistema de informação de uma organização. Ciência da Informação, 29(1), 14-24. Recuperado de https://revista.ibict.br/ciinf/article/view/895
Porter, M. E., & Advantage, C. (1985). Competitive advantage: creating and sustaining superior performance. New York: The Free Press. Recuperado de https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/43857184/Competitive_Advantage-_creative_and_sustaining-libre.pdf?1458309931=&response-content-disposition=inline%3B+filename%3DCompetitive_Advantage_creative_and_susta.pdf&Expires=1673911591&Signature=PwVxuxXefjW0ly6TPMkcfimRsCGPW6qZ7-FjMuCzMSWKCJ1Oi4aFAJBrWmPVFMZnTGt-iDtYkWHjM5kb-ZpHeyZq0kKXmwR8IoLsqIJlzgFn8RvXBwsJOmr19uMxNdAUunDHjaLvGf9PCCXZBaX~1vtSiZBIT4Jp2haLXf75m-smIW9~ej~mksmM38XXhGn6uKNhkO3HGrcwbldxhNwV9-9pPCGcv9aor65YUYyvRIhNrOBXoHYnQYhrDj9C~RIExqvN9I5CnQggXlEXljO6Pk0JSjhs~7L~PEkoU6FStzOih-tVEupKyG-lR2rDLi~F0CH~BsV6kEabqJ1PFL14lg__&Key-Pair-Id=APKAJLOHF5GGSLRBV4ZA
Porter, M., & Siggelkow, N. (2008). Contextuality within activity systems and sustainability of competitive advantage. Academy of Management Perspectives, 22(2), 34-56. Recuperado de https://web.archive.org/web/20180719005015id_/https://repository.upenn.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1179&context=mgmt_papers
Rayport, J. F., & Sviokla, J. (1995). Exploiting the virtual value chain. Harvard Business Review. Recuperado de https://hbr.org/1995/11/exploiting-the-virtual-value-chain
Santos, M. S., Leite, M. S. A., Lucena, A. D., & Grilo Junior, T. F. (2010). Evoluindo da cadeia de valor para cadeia de suprimentos. Revista Produção Online, 10(4), 753. https://doi.org/10.14488/1676-1901.v10i4.402
Schiessl, I. T., Silveira, L. Â. da, Gomes, R. F., & Shintaku, M. (2020). Implementação de aspectos de acessibilidade em biblioteca digital desenvolvida com o DSpace. BIBLOS, 34(2). https://doi.org/10.14295/biblos.v34i2.12214
Shintaku, M., & Vidotti, S. A. B. G. (2016). Bibliotecas e repositórios no processo de publicação digital. BIBLOS, 30(1), 61-80. Recuperado de https://periodicos.furg.br/biblos/article/view/5762
Taylor, R. S. (1982). Value-added processes in the information life cycle. Journal of the American Society for Information Science, 33(5), 341-346. https://doi.org/10.1002/asi.4630330517
Torres, M. C. G., Paiva, A. O. R., Ferreira, V. C., & Rocha, A. M. da C. (2013). Cadeia de valor: os benefícios do alinhamento entre a estratégia governamental e a operacionalização de seus processos [paper]. Anais, 6, 2-4. Recuperado de https://adm-portal.appspot.com.storage.googleapis.com/_assets/modules/academicos/academico_5634.pdf
Toutain, L. B. (2005) Biblioteca digital: definição de termos. In C. H. Marcondes, H. Kuramoto, L. B. Toutain, L. Sayão (Orgs.). Bibliotecas digitais: saberes e práticas (pp. 15-24). Salvador, Brasília: UFBA, IBICT. Recuperado de https://livroaberto.ibict.br/handle/1/1013
Triska, R., & Café, L. (2001). Arquivos abertos: subprojeto da biblioteca digital brasileira. Ciência da Informação, 30(3), 92-96. Recuperado de https://revista.ibict.br/ciinf/article/view/917
Yasin, A., Fatima, R., Wen, L., Afzal, W., Azhar, M., & Torkar, R. (2020). On using grey literature and Google Scholar in systematic literature reviews in software engineering. IEEE Access, 8, 36226-36243. https://doi.org/10.1109/ACCESS.2020.2971712
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
La revista AtoZ es una revista científica de acceso abierto y los derechos de autor de artículos y entrevistas pertenecen a sus respectivos autores/encuestados. Los autores otorgan a la AtoZ el direito de incluir el material publicado (revisado por pares/pos-print) en em sistemas/herramientas de indización, agregadores o curadores.
Los autores tienen permiso y se les anima a depositar sus artículos en sus páginas personales, depósitos y/o portales institucionales anteriormente (pre-print) y posteriormente (post-print) a la publicación en esa Revista. Se pide, si possible, que se apunte la referencia bibliográfica del artículo (incluyendose la URL) en base a la AtoZ.
La AtoZ es sello verde por Diadorim/IBICT.
Todo el contenido de la revista (incluyendo las instrucciones, modelos y política editorial) a menos que se indique otra cosa, están bajo una Licencia de Atribución de Bienes Comunes Creativos (CC) 4.0 Internacional.
Cuando los artículos son publicados por esta revista, se pueden compartir (copiar y redistribuir el material en cualquier soporte o formato para cualquier propósito, incluso comercial) y adaptar (remezclar, transformar y crear a partir del material para cualquier propósito, incluso si es comercial). Debe dar el crédito correspondiente, proporcionar un enlace a la licencia e indicar si se realizaron cambios.
La AtoZ no cobra cualquier tasas por la sumisión y/o procesamiento y/o la publicación de artículos.
























