INFLUÊNCIA DO USO DE EFLUENTE DE PROCESSAMENTO DE MANDIOCA PROVENIENTE DE BIODIGESTOR NAS CARACTERÍSTICAS DE SOLO CULTIVADO COM SOJA1

Autores

  • Taís Viviane Hanauer
  • Gabriele Aline Anderle
  • Eliane Hermes

DOI:

https://doi.org/10.5380/rber.v8i2.65660

Resumo

Os resíduos gerados em agroindústrias podem ser destinados corretamente na agricultura reduzindo impactos ambientais e se forem utilizados como insumo orgânico podem aumentar a produtividade do solo e obter bons resultados após o plantio. Diante disso, o objetivo deste estudo foi avaliar a influência do uso de biofertilizante produzido a partir da digestão anaeróbia de efluente de processamento de mandioca nas características de solo cultivado com soja. Utilizou-se a variedade Monsoy 6210 IPRO e os tratamentos foram constituídos de seis níveis: adubação mineral 02-20-20 e cinco doses de biofertilizante (0; 40; 80; 120 e 160 kg ha-1 de K2O), com cinco repetições cada. Após o desenvolvimento das plantas de soja, o solo de todos os tratamentos foi coletado e caracterizado no Laboratório de Química Analítica e Análises Ambientais da UFPR – Setor Palotina considerando-se as variáveis de pH, condutividade elétrica, cálcio e magnésio, matéria orgânica, acidez trocável e acidez total. O cultivo da soja e uso da adubação mineral e de biofertilizante contribuíram para o aumento do pH em relação ao valor inicial (5,50). Com relação a matéria orgânica os maiores valores encontrados foram para o tratamento com 160 kg ha-1 de K2O. Os teores finais de cálcio e magnésio não superaram os iniciais indicando, possivelmente, absorção pela planta ou lixiviação desses elementos. O biofertilizante por ter elevada carga orgânica apresenta-se como opção para aumentar a fertilidade podendo demonstrar efeitos positivos no solo.

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Publicado

2019-03-28

Como Citar

Hanauer, T. V., Anderle, G. A., & Hermes, E. (2019). INFLUÊNCIA DO USO DE EFLUENTE DE PROCESSAMENTO DE MANDIOCA PROVENIENTE DE BIODIGESTOR NAS CARACTERÍSTICAS DE SOLO CULTIVADO COM SOJA1. Revista Brasileira De Energias Renováveis, 8(2). https://doi.org/10.5380/rber.v8i2.65660