CULTIVO DE MANDIOCA DE MESA EM PLANTIO DIRETO E CONVENCIONAL SOBRE DIFERENTES CULTURAS DE COBERTURA

Autores

  • Antonio Carlos Pries Devide APTA- Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, Polo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Vale do Paraíba
  • Cristina Maria de Castro Polo Regional Vale do Paraíba- APTA- SAA
  • Teresa Losada Valle Centro de Grão e Fibras, Instituto Agronômico de Campinas IAC- APTA-SSA
  • José Carlos Feltran Centro de Grão e Fibras, Instituto Agronômico de Campinas IAC- APTA-SSA
  • Júlio César Raposo de Almeida Centro de Ciências Agrárias da Universidade de Taubaté - UNITAU

DOI:

https://doi.org/10.5380/rber.v6i2.48219

Resumo

A erosão do solo no cultivo de mandioca causa os declínios no rendimento e na qualidade das raízes. Comparou-se o plantio convencional (CONV) da mandioca IAC 576-70, incorporando com aração e gradagem os resíduos das culturas de cobertura: Sorgo (S), Crotalária (C), Coquetel (S+C), Brachiaria decumbens e B. ruziziensis; com o sistema de plantio direto (SPD), mediante a roçada. Sorgo e B. ruziziensis aportaram em média 3,5 t ha-¹ de matéria seca, com taxa de cobertura do solo superior a 80 %, cuja produtividade de 23,9 t ha-¹ no SPD foi 7,0 t ha-¹ inferior ao convencional; porém, equivalentes o índice de colheita (53 %), a massa fresca total e o tempo de cozimento. A colheita da mandioca no SPD aos 10 meses acumulou 63,5 t ha-¹ de fitomassa fresca, minimizando a erosão.

Biografia do Autor

Antonio Carlos Pries Devide, APTA- Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, Polo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Vale do Paraíba

Pesquisador da APTA - Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios - Pólo Vale do Paraíba. Especialista em Gestão Ambiental de Sistemas Agrícolas (UFLA, 2004), Mestrado (2006) e Doutorado em Agronomia Fitotecnia, área de concentração Agroecologia da UFRRJ (2011-2015). Pesquisa sistemas agroecológicos de produção vegetal, ênfase em sistemas agroflorestais Saf para a recuperação de matas ciliares e reserva legal na bacia hidrográfica do Paraíba do Sul. Avalia novas variedades de mandioca de mesa ricas em carotenoides e culturas oleaginosas (mamona e pinhão manso). Desenvolve métodos de pesquisa participativa com agricultores familiares.

Cristina Maria de Castro, Polo Regional Vale do Paraíba- APTA- SAA

Atualmente é pesquisadora científica da APTA- Polo Vale do Paraíba, trabalhando em Projetos de Pesquisa na área de Fitotecnia avaliando sistemas sustentáveis de produção. Atua em projetos de Agroecologia em horticultura orgânica, com enfoque em sistemas conservacionistas de manejo do solo com utilização de adubos verdes e leguminosas anuais e perenes visando o aporte de nitrogênio utilizando técnicas de plantio direto, cultivo mínimo, e rotação de culturas com cereais de inverno. Na linha de pesquisa com Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional possui projeto com resgate de plantas tradicionais, culturas e saberes locais, e genero. Atua em projetos com hortaliças orgânicas sob plantio direto; com seleção e melhoramento cultura da mandioca de mesa amarelas ricas em vitamina A. Na área de biocombustíveis , com enfoque para agricultura familiar, pesquisa a cultura do pinhão manso consorciado com adubos verdes perenes e culturas alimentares intercalares. É Doutora em Ciência do Solo, Mestre em Fitotecnia, Área de Concentração: Agroecologia.

Teresa Losada Valle, Centro de Grão e Fibras, Instituto Agronômico de Campinas IAC- APTA-SSA

Pesquisadora Ciencífica (PqC VI) do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) desde 1983. Formada em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (1977), mestrado em Genética e Melhoramento de Plantas pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (1980) e doutorado em Agronomia - Genética e Melhoramento de No Plantas pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (1989), especialização Mandioca-produção e utilização no Centro Internacional de Agricultura Tropical - Colombia (1986). Experiencia na área de desenvolvimento de ciencia e tecnologia para mandioca, principalmente em melhoramento, recursos genéticos, etnobotânica, fitotecnia, fitopatologia, produção de sementes e outras. Participante da seleção e difusão das variedades de mandioca IAC 576-70 (variedade de mesa) e IAC13, IAC 14 e IAC 15 (variedades de indústria). Ganhadora dos Premios Péter Murányi - 2012, IAC 2012 e José de Castro 2013

 

José Carlos Feltran, Centro de Grão e Fibras, Instituto Agronômico de Campinas IAC- APTA-SSA

Graduado em Agronomia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1997), mestre em Agronomia (Agricultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002) e doutor em Agronomia (Agricultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2005). Desde 2005 é Pesquisador Científico no Instituto Agronômico Campinas (IAC), com sede em Campinas/SP. Desenvolve trabalhos de pesquisas com as cul;turas da mandioca, batata e batata doce, envolvendo fisiologia, fitotecnia, manejo e tratos culturais e adubação. Participa do programa de melhoramento de batata, batata doce e mandioca de mesa e indústria do Instituto Agronômico Campinas.

Júlio César Raposo de Almeida, Centro de Ciências Agrárias da Universidade de Taubaté - UNITAU

Graduado em Agronomia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1992), Especialista em Fertilidade e Manejo do Solo pela Universidade de Viçosa e Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior (1996), Mestrado em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade de São Paulo (1998) e Doutorado em Recursos Florestais (Silvicultura e Manejo) pela Universade de São Paulo (2009). Professor da Universidade de Taubaté com experiência na área de Solos e Nutrição Mineral de Plantas. Atua nos cursos de Graduação em Agronomia, Biologia, Geografia e Pós-Graduação em Ciências Ambientais.

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Publicado

2017-06-01

Como Citar

Devide, A. C. P., de Castro, C. M., Valle, T. L., Feltran, J. C., & Almeida, J. C. R. de. (2017). CULTIVO DE MANDIOCA DE MESA EM PLANTIO DIRETO E CONVENCIONAL SOBRE DIFERENTES CULTURAS DE COBERTURA. Revista Brasileira De Energias Renováveis, 6(2). https://doi.org/10.5380/rber.v6i2.48219

Edição

Seção

Artigos